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Ele é bacana, mas me dá tédio!





Sou fã e adepta do meio-termo. Não gosto de gente demais e nem de menos, não gosto de pessoas egocêntricas assim como não gosto de coitadinhos, não gosto dos cafajestes e nem dos bobões, e assim começa o dilema. 
- Mãe o Marcelo me chamou para sair!
- Sério, filha? Ele é bonzinho não é? Dá uma chance!
Droga, ela mencionou o adjetivo proibido, ela disse “bonzinho”! Vocês não imaginam o pânico que eu tenho dessa palavra, é a típica resposta que sua amiga dá quando você pergunta se ela está apaixonada pelo namorado – Ahh eu gosto dele, ele é bonzinho (Uau, senti seu ânimo, gata!)
- Bonzinho, mãe? Não ferra! Agora desanimei, só me resta fugir para as colinas!
- Para com isso, o rapaz é bonitinho e boa pessoa.
Marcelo era um amor, um cara que você sente confiança logo de início, parecia saber o quanto eu sou apegada a abraços, toda vez que ele chegava seu cumprimento era marcante. Seus dentes eram incrivelmente retos e brancos – Isso me assusta um pouco, acabo imaginando que estou flertando com Willy Wonka – e mesmo diante de várias qualidades, ele definitivamente não era pra mim. Simplesmente o assunto não fluía, a química não surgia e minhas famigeradas piadinhas pareciam não ter efeito nenhum sob ele, aliás, nada tinha efeito sob ele, eu nunca sabia se ele estava feliz ou triste, aborrecido ou tranquilo, entretido ou entediado. Esse cara é um robô?
Não é de hoje que eu ouço de colegas de trabalho, faculdade e amigos próximos que TODA mulher gosta de “caras maus”. Não vamos entrar nessa questão antiquada de generalização patética que é feita e vamos tentar ver além;
Tenho a impressão que algumas vezes existem dois extremos. Certas mulheres preferem os babacas que vão trata-las da pior maneira possível, e outras preferem os “bonzinhos” que vão fazer todas suas vontades sem questionar, enche-las de ursos de pelúcia todo santo mês e nunca dizer NÃO à elas.
Mas e quanto ao meio termo? Sim, o cara pode ter caráter e ser divertido, pode te mimar e saber quando você está errada para te corrigir, pode ser seu amigo e ser o cara mais sexy do mundo pra você, mesmo suas amigas não pensando assim.
 Pra mim, ter um amor sem paixão nunca foi uma hipótese, e eu considero apaixonante alguém que sabe dosar a camaradagem, que faz um assunto banal se tornar interessante, o jeito que o tempo passa rápido sem a gente notar e que transforma qualquer ambiente no melhor lugar.
Sim, isso é raro, meios-termos são difíceis, mas existem coisas que eu não abro mão. Enquanto isso eu observo, penso e escrevo sobre. Se der fome, acho que dá pra descolar um chocolate com meu amigo Wonka.
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