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Diário de um destruidor de corações – Parte 2


Há um mês, em uma festa, conheci uma garota. Amiga-da-irmã-de-um-amigo, ou algo assim (eu realmente tenho uma péssima memória!). Atualmente costumo fazer certas anotações; no começo eu cometia alguns erros como confundir nomes ou a maneira que as conheci, então hoje eu recorro a palavras chaves.

Aqui está, Sophia – Empresa da Mari/irmã Thiago. Sim, é um longo e estranho nome para salvar um contato, mas essas descrições são tão necessárias quanto o histórico de cada conversa. Eu não me perdoaria por confundi-las. Isso é tão... amador.

Sophia era a típica garota bonita e insegura. Olhar desconfiado como se estivesse se protegendo de algo que nem mesmo ela sabe o que é. Não, Sophia não era a garota mais bonita da festa, mas inegavelmente era a mais charmosa. Seu olhar de julgamento para suas amigas bêbadas se insinuando para os outros caras era, no mínimo, convidativo.
A maior parte das mulheres está preparada para ter seu coração quebrado. Sabe o cara que ela sabe que não presta, que todas suas amigas a alertam para manter distância? É esse o cara que elas querem. Elas têm a ilusão de que com elas será diferente, que do dia para a noite ele vai se apaixonar e elas irão provar o quão errado estava o mundo. Mas no fundo, quase escondido, elas têm a consciência de que tudo isso é balela, e em algum momento isso tudo irá desmoronar. E de fato desmorona.
Ponto para Sophia, ela era realmente diferente. Não era do tipo que procura encrenca ou amores rasos. Estávamos saindo constantemente há um mês e sempre que ela percebia que estava se deixando envolver, recuava três passos.
Era o momento de mudar minha estratégia. Eu confesso que estava realmente interessado nela. Talvez eu gostasse mesmo de Sophia.

Continua...
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